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Quais as etapas e estrutura de um livro

30 de setembro de 2021

Quais as etapas e estrutura de um livro

Etapas e estrutura de um livro
Se você finalizou a escrita de sua obra ou está quase finalizando, já deve estar pensando quais são os próximos passos para a publicação, não é mesmo? E se não pensou ainda, tudo bem! Neste conteúdo, traremos todas as informações necessárias sobre como publicar um livro e quais as etapas envolvidas nesse processo.

Se está interessado em obter o melhor resultado para sua obra, continue a leitura!

Bons escritores estão sempre procurando desenvolver suas técnicas de escrita e proporcionar boas experiências de leitura aos leitores. Entretanto, mesmo com todo entusiasmo e paixão pela escrita, há certos processos envolvidos na produção de um livro que devem ser considerados, se você deseja consolidar-se como referência na sua área e alavancar as vendas do seu livro. 

Vamos ver quais são esses processos?

1. CAPA

Imagine uma pessoa à procura de viagem para passar as férias. Na busca por hospedagem, ela se depara com 2 hotéis: o primeiro tem uma apresentação ruim, é velho, possui uma pintura descascada e uma fachada com pouca iluminação; em contrapartida, o segundo hotel possui um aspecto moderno, as pinturas são novas e a iluminação é excelente. 
Qual deles você acha que será o escolhido? 
A não ser que essa pessoa tenha inclinações mórbidas ou coisas do tipo, ela certamente escolherá a segunda opção. 

No mundo dos livros não é muito diferente.
Assim, é muito importante escolher uma boa apresentação para seu público, e isso começa na capa! 

Embora aquele velho ditado nos proíba de julgar um livro pela capa, isso não quer dizer que não o façamos nem que possamos arriscar, não é mesmo? Por essa razão, é muito importante investir em uma capa atraente que possa seduzir o público e garantir a venda da sua obra. 

Veja o que é e o que constitui uma capa
A capa não é uma mera apresentação da obra, não serve para sintetizar visualmente o conteúdo narrado, muito menos explicá-lo de forma resumida. Uma capa é, na verdade, o elemento principal de divulgação comercial do seu livro, responsável por instigar o leitor que, numa plataforma digital ou livraria física, irá sentir-se naturalmente atraído pelo livro. É o primeiro elemento com o qual ele terá contato e pode ser um fator decisivo para determinar se sua obra é mais interessante do que aquela outra ao lado. 

 Além disso, essa deve ser uma maneira com a qual você irá se diferenciar dos concorrentes logo de primeira, podendo assim justificar o preço final de seu livro.

Hoje em dia, diversos sites disponibilizam imagens isentas de direitos autorais que podem compor a capa de um escrito, mas se a capa é a porta de entrada para o seu universo particular, aquilo que de mais íntimo lhe constitui enquanto autor, será mesmo que algo pronto consegue expressar todas essas particularidades?

Eu acho que não...

Para ser considerada uma boa capa, é fundamental seguir uma estrutura padrão com a qual os leitores têm familiaridade. 
Veja a seguir como deve ser a estrutura de uma capa.

A estrutura da capa
A estrutura de um livro é formada pela 1ª capa, também conhecida como capa frontal, a 2ª e 3ª capa, também chamadas de orelhas dos livros,  localizadas no interior das capas externas e a 4ª capa. Em cada uma dessas partes devem ser incluídas informações específicas que seguem a estruturação adequada de um livro. 

Veja o que escrever em uma capa de livro

1ª capa de um livro: 
Na 1ª capa devemos colocar informações como título, subtítulo, nome do autor: chamada (opcional), logotipo da editora e número da edição (se houver).

Lombada de um livro
A lombada, aquela região que conseguimos visualizar quando o livro está na horizontal, deve conter as informações que retomam o título, nome do autor e marca da editora. Não há um consenso sobre como essas informações devem estar dispostas, mas em geral as editoras optam pelo modelo padrão que se organiza da seguinte forma:
 
Nome do autor — Nome da obra — Editora e selo 

Orelhas do livro
Mesmo que muitos amigos tenham indicado a leitura, ou que a obra tenha aparecido em um filme muito conhecido, a verdade é que poucos leitores aceitam essas referências sem antes ler as informações contidas nas orelhas dos livros, pois nelas estão descritas, juntamente com uma foto, a bibliografia do autor, seu perfil enquanto escritor e os temas que perpassam suas obras. Por isso é imprescindível que se escolha uma boa foto e uma bibliografia que o evidenciem como um especialista na sua área. Na orelha do livro também é possível, de forma resumida, expor os principais capítulos da obra e o que, de maneira geral, será tratado em cada um deles. 

4ª capa
A 4ª capa terá um outro elemento essencial no momento da escolha do leitor. Isso porque, depois de ser atraído pela capa, pelo acabamento do objeto, o leitor, que ainda não se decidiu pela compra, buscará informações de forma resumida. E é nessa hora que um texto atrativo faz toda a diferença! Cuide para que o escrito da 4ª capa não se resuma ao que o leitor encontrará ao se debruçar sobre seu texto, mas que possa apresentar todos os benefícios que terá ao lê-lo. 
Você pode também optar por colocar comentários de figuras que gozam de prestígio social, isso lhe garantirá credibilidade e ao mesmo tempo pode contribuir para que o leitor entenda o que aquela obra quer dizer. 

Na versão de bolso da obra Peter Pan, publicada pela Editora Zahar, em 2014, lê-se na 4ª capa:

‘Um maravilhoso relato a respeito do poder exercido pela fantasia em nossas vidas’ (José Castello, O Globo)

Este é um exemplo de um comentário capaz de expressar a aceitação e boa recepção com a qual a obra foi recebida e mais ainda, manifestar o encantamento daquele que leu e com isso instigar leitores em potencial. Ainda nessa parte, encontramos o selo da editora e o código ISBN (sobre o qual falaremos mais adiante).

Tipos de capa
Além de considerar o aspecto visual do livro, você deve atentar-se para a esfera material, pois essa dimensão está estritamente relacionada à experiência de leitura de seu público, já que conduzirá a forma como ele irá manusear o objeto.

Você deve selecionar um formato de impressão que zela pelo conforto do leitor no momento de manusear o livro.
São muitas as opções, alguns modelos são destinados àquelas versões de bolso, enquanto outras a obras com consultas periódicas.
Veja quais são os modelos de impressão para um livro:

A encadernação com lombada quadrada permite que o livro tenha seu miolo agrupado de diversas formas, seja colado ou costurado:

Encadernação com costura: o custo para a encadernação com costura é relativamente alto, mas vale o preço. Isso porque nessa técnica as páginas são agrupadas garantindo maior resistência do material.

Encadernação com tela: já a encadernação com tela possui um custo superior, pois além da costura, aplica-se ainda uma tela para reunir o conjunto de folhas, visando uma resistência ainda maior. Não sem razão, essa é uma técnica indicada a grandes volumes ou impressos com fluxo de manuseio intenso.

Espiral: esse procedimento envolve furos realizados de forma mecânica nas extremidades das folhas de papel e que, ao final, são agrupadas por um plástico em formato espiral. É um material econômico e muito encontrado em apostilas de vestibulares.

Grampo: também conhecido como canoa, em função da sua semelhança com o objeto. Durante esse processo, são grampeadas as folhas umas nas outras. Definitivamente não é indicado para livros com muitas páginas, normalmente encontramos esse formato em revistas ou materiais menores, como folders.

Passadas essas etapas, está na hora de adentrar a obra e seguir com outros retoques.
 
Seguindo com a metáfora da escolha de hotéis, o cliente, após ter ficado maravilhado com a fachada, vai querer olhar também as acomodações, o espaço de lazer, bem como outros cômodos, a fim de garantir que sua estadia seja confortável e agradável.

No universo editorial isso se relaciona com aspectos tanto de ordem estrutural quanto de conteúdo, pertencentes a categorias conhecidas como diagramação, copidesque e revisão.

2. DIAGRAMAÇÃO

O texto é o ingrediente principal de um bom livro, mas, muitas vezes, apenas isso não basta para prender a atenção do leitor e fazer com que ele não pare antes de chegar ao final.

A diagramação cumpre papel fundamental para uma boa estética visual. Títulos, subtítulos, box, capitulares, fotos, entre outros elementos de diagramação têm o objetivo de proporcionar não apenas um livro mais bonita, mas também guiar a leitura, destacando determinados pontos e opiniões.

A diagramação compreende o modo como os elementos gráficos são dispostos na página. Essa é uma tarefa importante que deve ser executada por um olhar crítico, pois o modo como é feita a distribuição de informações impacta diretamente na legibilidade da obra e consequentemente na experiência de leitura. É também nesta etapa que deve ser pensada a tipografia, ou seja, a escolha das fontes que irão compor o seu texto, títulos e subtítulos, bem como o tamanho, as margens da página e as manchas de texto. 

3. REVISÃO E COPIDESQUE

Muitas pessoas entendem o copidesque como sinônimo da revisão, ou, em alguns casos, não sabem muito bem o limite entre esses processos. Embora ambas sejam fundamentais para a produção editorial, a verdade é que não são a mesma coisa. 

Quer entender qual a diferença entre copidesque e revisão? Leia o trecho abaixo.

A revisão é um processo que deve considerar, além de correções ortográficas e gramaticais, a checagem de sumário, cabeçalho, paginação, começo de capítulos, espaços duplos onde não são necessários etc. Por ser um trabalho que requer cuidado e conhecimento das normas que regem o padrão culto da Língua Portuguesa, recomenda-se que seja executado por alguém que domine a vasta área da gramática.

Já o copidesque se encontra em uma camada mais profunda do texto. Nesta etapa você pode modificar trechos que julgar confusos e obscuros. Você também pode acrescentar ou alterar partes do texto que carecem de coesão e coerência, bem como ajustar a linguagem com base na sua persona.
Bons profissionais de copidesque dispõem de habilidades de escrita muito bem desenvolvidas  e possuem destreza para empregar escaniabilidade aos textos, tornando a leitura muito mais fluída. 

A produção de um livro envolve também o âmbito jurídico, pois seu livro deve ser registrado e atender às normas de lei específicas. Veja quais são os passos para registro de ISBN, registro na Fundação Biblioteca Nacional e como adquirir uma ficha catalográfica. 
 
4. ISBN , FICHA CATALOGRÁFICA E BN

ISBN
O ISBN é um registro internacional padronizado de identificação de livros, isso quer dizer que o seu livro ganha um código de barras único que o permite ser encontrado em qualquer lugar do mundo. Como o objetivo do número de ISBN é tornar uma obra única, do ponto de vista prático, o livro terá um único código, caso haja uma segunda edição, terá um código diferente. De modo semelhante acontece com os materiais  que, por apresentarem formatos diferentes (versão de bolso, versão ampliada etc), exigem também ISBN distinto.

E por que é importante ter o registro ISBN?
A maioria das editoras e plataformas de divulgação e venda de produtos exigem o número de ISBN. Como essa é uma ação de baixo custo, por que não ter o seu próprio número na obra?  

Biblioteca Nacional
Embora também seja um registro para seu livro, esse formato diferencia-se do ISBN, pois tem como objetivo assegurar a autoria da obra. Isso quer dizer que se alguém a fizer circular com uma autoria que não seja a sua, essa pessoa responderá judicialmente pela ação, pois você é quem tem os direitos legais sobre a obra. 

Ficha Catalográfica
A ficha catalográfica, além de ser mais um instrumento que facilita a identificação da obra, é um recurso obrigatório por lei. Para fazer sua ficha catalográfica você pode optar pela Câmara Brasileira de Livros (CBL).
Na ficha devem constar as informações acerca do título, autor, colaboradores como ilustradores, tradutores, diagramadores etc., data, local da publicação e dados sobre o responsável pela publicação (se for independente, colocar o nome do autor; se não, o da editora). 

 5. TAMANHO DO LIVRO

Os tamanhos de livro podem variar de acordo com seu objetivo e o número de páginas de seu exemplar, os tamanhos mais comuns são:

125 x 180 mm
110 x 180 mm
140 x 210 mm
160 x 230 mm
210 x 280 mm
245 x 300 mm
200 x 200 mm

Os tamanhos 110 x 180mm e 125 x 180 mm caracterizam o chamado “livro de bolso”, ou “pocket”. Um tamanho que já sofreu muito preconceito no Brasil, mas que hoje é o queridinho quando se fala em publicação de forma econômica no Brasil. O livro de bolso tem suas vantagens não só para o transporte em bolsos e pequenas bolsas, mas também propicia a facilidade de leitura, sendo possível segurar o livro aberto com apenas uma das mãos.

Já os tamanhos 140 x 210 mm e 160 x 230 mm são os mais comuns tanto para livros de ficção como para livros de não ficção. Hoje em dia, mais de 90% dos livros são impressos em um desses dois formatos.

A opção pelos tamanhos 210 x 280 mm e 245 x 300 mm, além do número de páginas, tem muito a ver com o conteúdo. São formatos ideais para livros com muitas imagens: fotos, arte ou gráficos e diagramas mais técnicos. Em formatos menores, essas imagens ficariam com a visualização prejudicada. Por isso são usados para livros didáticos, universitários, livros de arte, arquitetura etc.
E por fim, temos o formato 200 x 200 mm, um formato quadrado, muito usado — mas não exclusivamente — para livros infantis de diversas faixas etárias. 

6. IMPRESSÃO

Passadas as etapas de criação de capa, já ciente de quais informações colocará nela, qual o melhor formato para o seu livro, qual a diagramação, depois que o livro já passou por aquela revisão impecável, já devidamente registrado e com o ISBN pronto, está na hora de imprimir o livro, certo?

A escolha da impressão deve levar em conta os objetivos com a publicação da obra. Os tipos de impressão são muitos, aqui falaremos sobre dois deles que são os mais usuais na indústria de livros, a impressão offset e a impressão digital.

Os dois métodos de impressão são importantes e úteis, mas cada um apresenta vantagens específicas em função das necessidades do projeto.

Impressão offset:
  • qualidade de impressão superior à digital;
  • possibilita a impressão em maior número de tonalidades;
  • melhor custo-benefício para impressão de médias e grandes tiragens (acima de 1000 exemplares);
  • suporte grandes formatos de impressão;
  • alta velocidade de impressão.
Impressão digital:
  • menor tempo de execução;
  • não há necessidade de reparação de cores, já que todas as impressões são idênticas, sem variação de tom dentro de um mesmo lote;
  • melhor custo-benefício para menores tiragens (menos de 1000 exemplares);
  • impressão de dados variáveis;
  • provas de impressão mais baratas.

Ainda falando em impressão, é importante considerar os tipos de papel usados na impressão:

Principais tipos de papel para impressão do miolo dos livros
O mais importante a se levar em consideração na hora de escolher o tipo de papel para impressão do miolo de um livro é a sua gramatura, já que dela dependerá a facilidade do manuseio. Conheça algumas opções a seguir.

Off-set
O off-set é o papel mais utilizado na indústria gráfica graças ao seu baixo custo e à grande variedade de gramaturas: de 56 até 240 g/m². Além disso, por não ter nenhum tipo de revestimento, ele absorve melhor a tinta que outros tipos de papel, e ainda tem alta resistência à umidade.

Ele é bem parecido com o sulfite, totalmente branco e fosco em ambos os lados.

Pólen
É um papel de coloração levemente amarelada, pois não recebe ácido para seu branqueamento. Por conta disso, ele não reflete tanto a luz, o que torna a leitura muito mais confortável e confere sofisticação à obra, além de agregar o conceito de sustentabilidade por ser acid-free. As gramaturas do papel pólen variam entre 70 e 90 g/m².

Couché
O couché também oferece uma ampla variedade de gramaturas, além das versões fosca e com brilho. Por isso, é uma boa opção tanto para a capa quanto para o miolo de livros em gramaturas mais baixas — por exemplo, 90 g/m².

Seu custo-benefício é um dos melhores, por isso é o preferido no mercado editorial.

Principais tipos de papel para impressão de capas de livros
Os papéis ideais para impressão de capas de livros são os que têm gramatura superior a 240 g/m². Veja os mais usados a seguir.

Supremo ou cartão triplex
O supremo apresenta uma textura extremamente lisa e é altamente resistente graças as suas gramaturas, que variam entre 250 e 350 g/m². Ele é ideal para impressões em alta qualidade e um dos mais utilizados para capa de livros.

Couché
Já falamos sobre o couché no tópico anterior, mas vale a pena acrescentar que sua gramatura chega a 350 g/m², o que o torna recomendável também para a impressão de capas de livros, com a vantagem das variações fosco e com brilho.

Além de conhecer bem as opções de papel, também é muito importante que se tenha noções gráficas que o auxiliarão na importante escolha do papel ideal para a sua publicação. Além disso, não se pode esquecer de que os custos devem ser compatíveis com a demanda, com o projeto e com a verba disponível para investimento.

Verdade seja dita – para discorrer sobre todas as possibilidades ainda teríamos de escrever muito aqui.
Deu pra perceber como é complexo organizar um livro, não é mesmo?! Isso porque falamos somente sobre a estrutura do livro, ainda tem muita coisa a ser feita pós livro impresso, momentos em que entraríamos nos assuntos de canais de distribuição, marketing e vendas, mas isso é assunto para outra matéria

Queremos deixar claro para você que está pesquisando sobre o assunto e que sente dúvidas sobre quais decisões tomar – estamos aqui para ajudar.
A Editora Viseu tem um time de profissionais altamente qualificados e podemos executar todas essas etapas e muito mais para você!

Ao publicar com uma editora você não só atribui profissionalismo a sua obra como também é apoiado por uma equipe especializada em cada uma das áreas que envolve a produção de um livro. Venha conversar com nossos especialistas e poderemos te ajudar em sua demanda.


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